quinta-feira, dezembro 07, 2006


São necessários mais apoios á cultura e ao trabalho técnico em Vila Viçosa.

Começaremos pelo início, na compreensão do que poderemos e queremos fazer por uma terra que sempre demonstrou raça e muito sangue nobre, no que toca à humildade e compreensão do homem como um ser. Mas também é sabido que no enlace entre o passado e o futuro um pouco mais do que simples desejo, é necessário para que o caminho seja a continuação de matérias saudáveis para os historiadores. Pois é no hoje que se constrói o um presente prolongado num futuro com esperança, e marcando-se um passado histórico e virtuoso de actos.
O que as minhas palavras me levam a descrever, não é mais do que o desejo de um maior investimento, por parte dos responsáveis autárquicos, regionais e dos privados, no sentido de eles manifestarem o seu respeito por esta gente e por esta cultura, com um maior apoio aos que desta vila, fazem a sua cultura. Um pintor só pode manifestar a sua arte se a puder expor de forma enquadrada e com capacidade ou ajuda para o fazer. Um escritor só conseguirá fazer o que outros antepassados do nosso canto fizeram, se no caminho para a construção das suas personagens, as for alimentando com um pouco mais do que palavras e meros actos.

Hoje não somos brutos nem estúpidos, não somos espertos nem idiotas, somos apenas produto do meio em que fomos criados.

Se tais palavras demonstram uma mera análise do que por vezes acreditamos ser óbvio, não será mais óbvio, que os espaços para esta cultura calipolense são necessários como água para a boca de uma criança.
Que os apoios, financeiros, através de prémios de reconhecimento, não são um objectivo para quem constrói cultura, mas são um orgulho para gente humilde e pobre que os entrega, demonstrando assim o seu agradecimento pelo que sem pedidos foi feito em nome de um povo e de um principio.
Que acto mais nobre, do que o do rei retirar o poder simbólico que possuía, e entrega-lo de forma simbólica, a nossa senhora da Conceição, sem que nada em troca pedissem, a não ser a protecção dos seus súbditos e certamente os mais simples e pobres homens que o único precioso que possuíam era a cultura e a sua simples sabedoria.
Por isso aqui fica o meu simples desejo, de ver mais quando o sol nascer e de dar sem ser pedido a quem até ao escurecer por esta terra fizer o que ninguém lhe pediu.

Jorge M. Ferreira (economista calipolense)

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