segunda-feira, abril 16, 2007

Alentejo: ‘Operação Flutuante’ no distrito de Évora




Seis estabelecimentos de alterne do distrito de Évora foram passados a pente fino pela ‘Operação Flutuante’ levada a cabo pela GNR na noite de sábado e madrugada de domingo. Quatro mulheres em situação ilegal no País, seis detenções e 62 autos, um dos quais por suspeitas de lenocínio, foram o resultado da fiscalização no âmbito do negócio da noite.


Num dos estabelecimentos fiscalizados, em S. Romão, concelho de Vila Viçosa, António Belém, proprietário, disse que toda a vida viveu deste negócio, mas que não incentiva à prática da prostituição, apenas se governa com os produtos que vende no seu café, o Ciladas.

“As mulheres dão outra alegria à casa, não recebo nem lhes dou dinheiro. Venham as fiscalizações que vierem vou continuar a fazer o mesmo o resto da vida. Sou casado há quarenta anos e não tenho problemas com isso”, disse o proprietário.

Este estabelecimento está aberto há duas semanas com licença de café. No primeiro andar, as autoridades encontraram um local reservado onde, de acordo com a GNR, existem suspeitas da ocorrência de práticas sexuais. Uma garrafa de champanhe e preservativos compunham a decoração do espaço que apenas tinha uma mesa e um sofá.

“Lá para cima cada um leva o que quiser, eu não tenho nada a ver com isso”, acrescentou António Belém, que foi constituído arguido por suspeitas de lenocínio, que levou à elaboração de um auto de notícia para dar conhecimento desta situação ao Ministério Público. A não existência de um flagrante delito não levou à detenção do proprietário do café Ciladas.

As autoridades levaram a cabo também acções de fiscalização de trânsito inerentes às rusgas nas casa de alterne. Seis detenções por condução com taxas de alcoolemia superiores a 1,20 gramas por litro de sangue resultaram de um total de 279 condutores fiscalizados.


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